Prof.Nilo Mendes
1 - (CESPE-TRE/MG/2009) Até o esqueço. Vicentina disse que quando respondeu ao Soledade já haver perdoado a mãe, ele insistiu: não perdoou, não. Mas, se eu mesma não sei disso, como vou perdoar de novo, se acho que já perdoei, ela falou. “Entregue para sua alma, ela resolve para você”. Como ele
disse, aconteceu. Da última vez que visitei minha mãe, conversei com ela naturalmente, sem nenhum esforço, pela primeira vez em muitos anos.
a) ( ) No trecho “Como ele disse, aconteceu” (l.3-4), a conjunção “como” estabelece uma comparação entre o que foi dito e o que aconteceu.
2 - (CESPE –TRE- MG) “...Fiquei devendo à Vicentina Correias essa pérola. Foi o Soledade que me ensinou, ela disse. Engraçado, foi exatamente o que fiz, não por virtude, mas por fraqueza, quando parei de falar e pensar no dente. Ainda assim deu certo.
b) ( ) No trecho “mas por fraqueza” (l.3), a conjunção “mas”estabelece uma relação de causalidade com a oração que a antecede.
3 - (CESPE - PMDF) “Nossa inteligência não está em um espaço fechado chamado cérebro. Interagimos com o mundo e, utilizando nosso corpo e nosso ser, participamos da nossa cultura...”
( ) O trecho “utilizando nosso corpo e nosso ser” expressa ideia de finalidade.
4 - (CESPE - PMES) “ A boa nova é que a ciência está se movendo para tornar, de fato, a lipoaspiração um método tão invasivo quanto cortar cabelo...”
( ) A preposição “para” pode ser substituída por a fim de, sem que haja prejuízo sintático-semântico ao trecho.
5 - (CESPE - PMES) “Milhares de pessoas, no entanto, são induzidas a pensar que fazer uma lipoaspiração é tão simples quanto ir ao cabeleireiro...”
( ) No treco “Milhares de pessoas, no entanto, são induzidas a pensar (...) ao cabeleireiro” o conector “no entanto” poderia ser substituído pela expressão por conseguinte, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical do período.
6 - (CESPE - MRE) Lévi Strauss havia defendido a tese de que o espaço urbano revela as estruturas lógicas latentes de um povo. Haveria, pois, uma razão inscrita no modo de dispor as casas de uma aldeia ou de uma cidade.
( ) No segundo período, o conector “pois” equivale a portanto.
7 - (CESPE - PCES) “ O aumento da cooperação com órgãos internacionais de salvaguarda se evidenciou no número de relatores especiais das Nações Unidas que realizaram visitas ao Brasil nos últimos anos.”
( ) Após a expressão “Nações Unidas”, há uma oração de natureza restritiva.
8 - (CESPE - PCES) “ Ao adotar, em 1996, o PNDH, o Brasil se tornou um dos primeiros países do mundo a cumprir recomendação específica da Conferência Mundial de Direitos Humanos (Viena, 1993), ao atribuir ineditamente aos direitos humanos o status de política pública governamental.”
( ) A substituição de “Ao adotar” por Quando adotou ou Por adotar mantém a correção gramatical do período.
( ) A substituição de “a cumprir” pela estrutura que cumpriu prejudicaria a correção gramatical do período.
9 - (CESPE - F R) “O professor é o gestor e o agente da mudança. E precisa ser reconhecido por sua missão fundamental na construção do país, com salários dignos e valorização profissional por mérito e competência.”
( ) Se a conjunção “E”(l.1) for substituída pela conjunção Portanto, prejudica-se a correção gramatical do período, mas mantém-se a informação original.
10 - (CESPE - CHESF) “ O ideal, segundo recomenda a pirâmide criada pelos médicos de Havard, é manter os alimentos integrais ou feitos a partir de grãos integrais (arroz, pães, massas) na base, ou seja, consumi-los com maior frequência, já que eles são digeridos mais lentamente, o que mantém o organismo saciado por mais tempo.”
( ) Em “já que eles são digeridos mais lentamente, o trecho sublinhado tem o mesmo sentido de embora eles sejam.
11 - ( CESPE - TCE) “Quando os cientistas políticos ensinam que, nas democracias modernas, poder trava poder, aludem a uma forma de pacto social ou controle tácito que permite a governabilidade”
( ) A primeira oração do trecho expressa circunstância de tempo.
12 - “Por muitas eras o lado místico e o científico conviveram sem conflitos na mente humana. Com o excedente econômico trazido pelo desenvolvimento tecnológico, as sociedades primitivas deram-se ao luxo de ter indivíduos dedicados a tarefas específicas. Mesmo depois disso, com as tarefas práticas entregues a certos indivíduos, enquanto outros se dedicavam a rituais e magia, a fé e a razão continuaram como campos complementares da experiência humana.” Veja, ano 42, n.º 6, 14/1/2009, p. 88 (com adaptações).
a) ( ) No trecho “enquanto outros se dedicavam a rituais e magia”, a substituição de “enquanto” por porquanto manteria a correção gramatical e o sentido original do texto.
13 - (CESPE – SGA/AC) “A sentença determina, entre outras medidas, que as penitenciárias somente acolham presos que residam em um raio de 200 km.Segundo o juiz, as medidas que tomou são previstas pela Lei de Execução Penal e objetivam acabar com a violação dos direitos humanos da população carcerária e “abrir o debate a respeito da regionalização dos presídios”. Ele alega que muitos presos das penitenciárias da região são de famílias pobres da Grande São Paulo, que não dispõem de condições financeiras para visitá-los semanalmente, o que prejudica o trabalho de reeducação e de ressocialização.” Sua sentença foi muito elogiada. Contudo, o governo estadual que irá recorrer ao Tribunal de Justiça, sob a alegação de que, se os estabelecimentos penais não puderem receber mais presos, os juízes das varas de execuções não poderão julgar réus acusados de crimes violentos, como homicídio, latrocínio, seqüestro ou estupro.
a) ( ) Na linha 8,o emprego da conjunção “Contudo” estabelece uma relação de causa e efeito entre as orações
14 - (CESPE – TRE/MG) “Até o esqueço. Vicentina disse que quando respondeu ao Soledade já haver perdoado a mãe, ele insistiu: não perdoou, não. Mas, se eu mesma não sei disso, como vou perdoar de novo, se acho que já perdoei, ela falou. “Entregue para sua alma, ela resolve para você”. Como ele disse, aconteceu. Da última vez que visitei minha mãe, conversei com ela naturalmente, sem nenhum esforço, pela primeira vez em muitos anos. Minha alma perdoou, resolveu o assunto.”
( ) No trecho “Como ele disse, aconteceu” (l.3), a conjunção “como” estabelece uma comparação entre o que foi dito e o que aconteceu.
15 - (CESPE - ANATEL) “Não posso pagar o aluguel da casa. Dr. Gouveia aperta-me com bilhetes de cobrança. Bilhetes inúteis, mas Dr. Gouveia não compreende isso. Há também o homem da luz, o Moisés das prestações, uma promissória de quinhentos mil-réis, já reformulada. E coisas piores, muito piores.”
( ) No trecho “mas Dr. Gouveia não compreende isso” (l.2), a conjunção “mas” estabelece uma relação de finalidade com a idéia que a antecede.
16 - (CESPE-IBAMA/2008) “Na época, Chico Mendes foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional, acusado de “atentado contra a paz, a prosperidade e a harmonia entre as classes sociais”. Preso em diversas ocasiões, só foi definitivamente absolvido em 1.º de março de 1984, quatro anos depois, portanto, de iniciadas as perseguições. De acordo com a conselheira Sueli Bellato, embora o relatório não tenha se aprofundado na questão, foi possível constatar que Chico Mendes também foi torturado enquanto estava sob custódia de policiais federais.
( ) Os termos “portanto” (l.4) e “enquanto” (l.5), estabelecem idênticas relações de sentido.
17 - (CESPE – SERPRO/2008) “O autor de Ensaio sobre a Cegueira e O Evangelho Segundo Jesus Cristo decidiu criar “um espaço para comentários, reflexões, simples opiniões sobre isto ou aquilo, o que vier a talhe de foice”. Se antes os blogueiros tomaram as estantes e livrarias, em uma invasão organizada dos posts para as páginas, os escritores descobriram que estavam perdendo espaço e procuraram recuperar o tempo perdido. Sucedendo o movimento da rede aos livros, a trajetória agora é dos livros para a rede.”
( ) O desenvolvimento das idéias do texto mostra que, se a condição expressa pela oração iniciada por “Se” (l.38) não se tivesse realizado, os escritores não procurariam “recuperar o tempo perdido” (l.4).
18 - (CESPE – SERPRO/2008) “Cercadas de aparelhos eletrônicos que dominam desde cedo, as crianças da era dos estímulos constantes e simultâneos são capazes de executar três, quatro, cinco atividades ao mesmo tempo — e prestar pelo menos alguma atenção a todas elas. São crianças multitarefa e encaram isso com total naturalidade.”
( ) A organização dos argumentos mostra que o conectivo “e” em “e encaram” (l.4) tem o valor de mas e por essa conjunção poderia ser substituído, sem prejuízo da coerência ou da correção do texto.
19 - (CESPE-MMA/ALFA-2008) “Por ironia, as notícias mais freqüentes produzidas pelas pesquisas científicas relatam não a descoberta de novos seres ou fronteiras marinhas, mas a alarmante escalada das agressões impingidas aos oceanos pela ação humana.”
( ) O termo “mas” (l.2) corresponde a qualquer um dos seguintes: todavia, entretanto, no entanto, conquanto.
20 - (CESPE – TRT 17.ª Região/ES/2009)” A responsabilidade social agrega valor à marca, fortalece os vínculos comerciais e sociais da empresa, gera valor e longevidade aos negócios, além de ser fator de motivação para os empregados. Ao exercer a responsabilidade social, a empresa coloca todos os seus produtos, serviços e recursos financeiros a serviço da comunidade.”
( ) O trecho “Ao exercer a responsabilidade social” expressa a causa do fato apresentado na oração subsequente.
21 - (CESPE-SEPLAG-Professor-2008) ”Este é o momento adequado do resgate do professor como sujeito histórico de transformação, porque se está atravessando uma conjuntura paradoxal: nunca se precisou e pediu tanto do professor e nunca se deu tão pouco a ele, do ponto de vista tanto da formação quanto da remuneração e das condições de trabalho.”
( ) A combinação “tanto (...) quanto” pode ser substituída pela combinação não só (...) mas também, mantendo-se a idéia de adição de informações.
22 - (CESPE-SEPLAG-Professor-2008) ”Este é o momento adequado do resgate do professor como sujeito histórico de transformação, porque se está atravessando uma conjuntura paradoxal: nunca se precisou e pediu tanto do professor e nunca se deu tão pouco a ele, do ponto de vista tanto da formação quanto da remuneração e das condições de trabalho. Todavia, há uma série de sugestões ao profissional do magistério, para que mantenha uma conduta pedagógica transformadora, entre as quais se encontram as abaixo listadas:”
( ) Na linha 5, com o emprego do conector “Todavia”, o autor antecipa que fará uma concessão ao professor, ou seja,apresentará alternativas para a superação do que foi explanado anteriormente.
23 - (CESPE-TCE/TO)”Há meio século, os escravos fugiam com frequência. Eram muitos, e nem todos gostavam da escravidão. Sucedia ocasionalmente apanharem pancada, e nem todos gostavam de apanhar pancada. Grande parte era apenas repreendida; havia alguém de casa que servia de padrinho, e o mesmo dono não era mau; além disso, o sentimento da propriedade moderava a ação, porque dinheiro também dói. A fuga repetia-se, entretanto. Casos houve, ainda que raros, em que o escravo de contrabando, apenas comprado no Valongo, deitava a correr, sem conhecer as ruas da cidade. Dos que seguiam para casa, não raro, apenas ladinos,pediam ao senhor que lhes marcasse aluguel, e iam ganhá-lo fora, quitandando.
( ) Na frase “A fuga repetia-se, entretanto.”, manteria a correção gramatical e o sentido original do texto a substituição de “entretanto” por porquanto.
(adaptação) Marque o item correto:
24 - (CESPE-PETROBRÁS) ”O certificado, que foi conquistado pela Unidade de Negócio da Bacia de Campos, atesta o compromisso da PETROBRAS com o desenvolvimento sustentável e sua capacidade de se comunicar adequadamente com seus funcionários, fornecedores, com o poder público e a comunidade. Para ser acreditada, a unidade foi avaliada por meio de uma série de auditorias, desde outubro do ano passado.”
O trecho “Para ser acreditada” estabelece com o restante do período uma relação de:
A tempo.
B causa.
C finalidade.
D comparação.
E conclusão.
25 - (CESPE-MC/2008) “Atualmente, o correio eletrônico — ou e-mail — é o meio de maior adesão utilizado pelos jovens estudantes. Todavia, como não é universal, e ainda está inacessível para muitos, esse canal ocasiona a possível perda do acesso a informações importantes.”
( ) O emprego de “Todavia” (l.2) antecipa que a informação seguinte tem sentido contrário ao da anteriormente formulada.
26 - (CESPE-SGA/2008) “Falara com voz sincera, exaltando a beleza da paisagem e revelando que, se dependesse só dele, passaria o resto da vida ali, morreria na varanda, abraçado à visão do rio e da floresta. Era isso o que mais queria, se Alícia estivesse ao seu lado.”
( ) As orações “se dependesse só dele” e “se Alicia estivesse ao seu lado”estabelecem circunstância de condição em relação às orações às quais se subordinam.
27 - (CESPE-SGA/2008) “Não parecia estar no iate, e sim em sua casa, em Manaus: sentado, pernas e pés juntos, tronco ereto, a cabeça oscilando, como se fizesse um não em câmera lenta.”
( ) A oração “como se fizesse um não em câmera lenta” expressa uma comparação estabelecida pelo narrador.
28 - (CESPE-MS/2008) “De acordo com a diretora-geral da OPAS, a estratégia diferenciada adotada pelo Brasil deve servir como modelo para diversas nações do mundo que ainda não fizeram campanha contra rubéola voltada para adolescentes e adultos, tais como a Rússia, a Índia e a China.”
( ) No trecho “que ainda não fizeram campanha”, o conectivo “que” não está antecedido por vírgula porque introduz oração subordinada adjetiva restritiva.
29 = ( CESPE-TEC.AGR./2009-M) Para o Conselho de Recursos Aéreos da Califórnia, encarregado de propor a nova regra, o álcool combustível produzido a partir da cana-de-açúcar diminui em 72% as emissões de gases que agravam o efeito estufa.
( ) O segmento “que agravam o efeito estufa” (R.8-9) constitui oração subordinada adjetiva restritiva.
30 - (CESPE – TRE/MA/2009-S) Isso quer dizer, com todas as letras, que estágio não é emprego. É o ponto de partida para qualquer discussão sobre o tema.
( ) A oração “que estágio não é emprego” (R.10-11) completa o sentido do verbo “dizer” (R.10).
31 - (Cespe/Ag.Pol.Fed./2009-s) “A visão do sujeito indivíduo — indivisível — pressupõe um caráter singular, único, racional e pensante em cada um de nós. Mas não há como pensar que existimos previamente a nossas relações sociais: nós nos fazemos em teias e tensões relacionais que conformarão nossas capacidades, de acordo com a sociedade em que vivemos.”
( ) Ao ligar dois períodos sintáticos, o conectivo “Mas” (R.3) introduz a oposição entre a ideia de um sujeito único e indivisível e a ideia de um sujeito moldado por teias de relações sociais.
32 - (CESPE/UERNE/T.A/2010-M) É uma política questionada nas negociações multilaterais, não apenas pelo lado filosófico, conceitual, mas porque há casos específicos que ferem claramente as regras vigentes e acordadas na Organização Mundial do Comércio, cuja existência, importantíssima para o fortalecimento do comércio internacional, se deve muito aos EUA.O Globo, 10/3/2010, (com adaptações).
O segmento “cuja existência” (R.24-25) refere-se ao antecedente
(A) “política questionada” (R.21).
(B) “negociações multilaterais” (R.21).
(C) ”lado filosófico” (R.22).
(D) “casos específicos” (R.22-23).
(E) “Organização Mundial do Comércio” (R.24).
terça-feira, 2 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Nube oferece 324 vagas de estágio em Brasília
29/07/2011 15:14
O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) está com 3.643 vagas de estágio abertas em todo o país. As oportunidades são destinadas a candidatos do ensino médio, técnico e superior. Em Brasília, os estudantes podem concorrer a uma das 324 oportunidades disponíveis. O valor da bolsa-auxílio pode chegar a R$ 1.400.
Os interessados podem se cadastrar gratuitamente no site do Nube. É necessário informar o código OE correspondente à vaga desejada. Conheça detalhes das oportunidades de acordo com o curso e o código da vaga (OE):
Arquitetura e Urbanismo
Bolsa-auxílio: R$ 807
OE: 85491
Engenharia Civil
Bolsa-auxílio: R$ 1.000
OE: 86865
Administração
Bolsa-auxílio: R$ 8,31/h
OE: 80424
Administração
Bolsa-auxílio: R$ 624
OE: 83585
Administração
Bolsa-auxílio: R$ 1.400
OE: 86679
Engenharia Elétrica
Bolsa-auxílio: R$ 1.000
OE: 86864
Comunicação Social
Bolsa-auxílio: R$ 1.000
OE: 82000
Estágio para Ensino Médio:
Bolsa-auxílio: R$ 400
OE: 21272
O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) está com 3.643 vagas de estágio abertas em todo o país. As oportunidades são destinadas a candidatos do ensino médio, técnico e superior. Em Brasília, os estudantes podem concorrer a uma das 324 oportunidades disponíveis. O valor da bolsa-auxílio pode chegar a R$ 1.400.
Os interessados podem se cadastrar gratuitamente no site do Nube. É necessário informar o código OE correspondente à vaga desejada. Conheça detalhes das oportunidades de acordo com o curso e o código da vaga (OE):
Arquitetura e Urbanismo
Bolsa-auxílio: R$ 807
OE: 85491
Engenharia Civil
Bolsa-auxílio: R$ 1.000
OE: 86865
Administração
Bolsa-auxílio: R$ 8,31/h
OE: 80424
Administração
Bolsa-auxílio: R$ 624
OE: 83585
Administração
Bolsa-auxílio: R$ 1.400
OE: 86679
Engenharia Elétrica
Bolsa-auxílio: R$ 1.000
OE: 86864
Comunicação Social
Bolsa-auxílio: R$ 1.000
OE: 82000
Estágio para Ensino Médio:
Bolsa-auxílio: R$ 400
OE: 21272
sexta-feira, 6 de maio de 2011
A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
O conto - A hora e a vez de Augusto Matraga - já se encontra na integra no grupo yahoo:
http://br.groups.yahoo.com/group/colegiosetorleste/
http://br.groups.yahoo.com/group/colegiosetorleste/
terça-feira, 3 de maio de 2011
F r i e d r i c h N i e t z s c h e
C R E P Ú S C U L O D O S Í D O L O S
(ou como filosofar com o martelo)
PREFÁCIO
Conservar a sua serenidade frente a algo sombrio, que requer responsabilidade além de toda medida, não é algo que exige pouca habilidade: e, no entanto, o que seria mais necessário do que a serenidade?
Nada chega efetivamente a vingar, sem que a altivez aí tome parte. Somente um excedente de força é demonstração de força. - Uma transvaloração de todos os valores, este ponto de interrogação tão negro,
tão monstruoso, que chega até mesmo a lançar sombras sobre quem o instaura - um tal destino de tarefa nos obriga a todo instante a correr para o sol, a sacudir de nós mesmos uma seriedade que se tomou pesada, por demais pesada. Qualquer meio para tanto é correto, qualquer "caso", um golpe de sorte.
Sobretudo a guerra. A guerra sempre foi a grande prudência de todos os espíritos que se tornaram por demais ensimesmados, por demais profundos; a força curadora está no próprio ferimento. Uma sentença, cuja origem mantenho oculta frente à curiosidade douta, tem sido há muito meu lema:
increscunt animi, virescit volnere virtus.1
Uma outra convalescença, que sob certas circunstâncias é para mim ainda mais desejável, consiste em auscultar os ídolos... Há mais ídolos do que realidades no mundo: este é o meu "mau olhado" em relação a esse mundo, bem como meu "mau ouvido"... Há que se colocar aqui ao menos uma vez questões com o martelo, e, talvez, escutar como resposta aquele célebre som oco, que fala de vísceras intumescidas - que encanto para aquele que possui orelhas por detrás das orelhas! - para mim, velho psicólogo e caçador de ratos que precisa fazer falar em voz alta exatamente o que gostaria de permanecer em silêncio...
Também este escrito - o título o denuncia - é antes de tudo um repouso, um feixe de luz solar, uma escorregadela para o seio do ócio de um psicólogo. Talvez mesmo uma nova guerra? E novos ídolos são auscultados?.. Este pequeno escrito é uma grande declaração de guerra; e no que concerne à ausculta dos ídolos, é importante ressaltar que os que estão em jogo, os que são aqui tocados com o martelo como com um diapasão, não são os ídolos em voga, mas os eternos; - em última análise, não há e forma alguma ídolos mais antigos, mais convencidos, mais insuflados... Também não há de forma alguma ídolos mais ocos... Isto não impede, que eles sejam aqueles em que mais se acredita; diz-set ambém, sobretudo no caso mais nobre, : que eles não são de modo algum ídolos...
Turim, 30 de setembro de 1888, no dia em que chegou ao fim o primeiro livro da Transvaloração de todos os valores.
Friedrich Nietzsche
SENTENÇAS E SETAS
1.
O ócio é o começo de toda psicologia. Como? A psicologia seria um - vício?
2.
Mesmo o mais corajoso de nós poucas vezes tem coragem para o que propriamente sabe...
3.
Para viver sozinho, é preciso ser um animal ou um deus - diz Aristóteles. Falta ainda a terceira alternativa: é preciso ser os dois ao mesmo tempo - Filósofo... Os espíritos crescem e a virtude floresce, à medida que é ferida. (N.T.)
4.
"Toda verdade é simples (unívoca)". - Isto não é duplamente uma mentira?2 -
5.
De uma vez por todas, não quero saber muitas coisas. - A sabedoria também traz consigo os limites do conhecimento.
6.
É em nossa natureza selvagem que melhor nos restabelecemos de nosso movimento antinatural, de nossa espiritualidade...
7.
Como? O homem é apenas um erro de Deus? Ou Deus apenas um erro do homem? -
8.
Da Escola de Guerra da Vida - o que não me mata torna-me mais forte.
9.
Ajuda-te a ti mesmo: assim todos te ajudarão. Princípio do amor ao próximo.
10.
Que não se venha a cometer nenhuma covardia contra as próprias ações! Que não as abandonemos em seguida! O remorso é indecente.
11.
Um asno pode ser trágico? - Há como perecer sob um peso que não se pode nem carregar, nem lançar fora?... O caso do filósofo.
12.
Quando se possui o "por quê?" da vida, então se suporta quase todo "como?". - O homem não aspira à felicidade; somente o inglês o faz.
13.
O homem criou a mulher. A partir de que porém? De uma costela de seu Deus - de seu "Ideal"...
14.
O quê? Tu procuras? Tu gostarias de te decuplicar, de te centuplicar? Tu procuras adeptos? - Procuras zeros! -
15.
Os homens póstumos - eu, por exemplo - são pior compreendidos do que os homens ligados ao seu próprio tempo, mas melhor ouvidos. Mais exatamente: nunca somos compreendidos e é daí que provém nossa autoridade...
16.
Jogo de palavras praticamente intraduzível: o termo "simples" em alemão significa literalmente o que só possui um setor (ein-fach). Duplo por sua vez diz-se 'zwie-fach': o que possui dois setores. Para acompanhar minimamente o intuito do texto, inserimos o termo "unívoco" entre parênteses. Entre mulheres - "A verdade? Oh, vós não conheceis a verdade! Afinal, a verdade não é um atentado contra todos os nossos pudores?" -
17.
Eis aí um artista como aprecio: modesto em suas necessidades. Só quer efetivamente duas coisas: seu pão e sua arte, - panem et Circen3...
18.
Quem não sabe colocar sua vontade nas coisas ainda insere nelas ao menos um sentido: isto é, crê que uma vontade já esteja nelas (princípio da "fé").
19.
Como? Vós escolhesses a virtude e o peito estufado, mas olhais ao mesmo tempo invejosamente para as vantagens dos inescrupulosos? Com a virtude renuncia-se contudo às "vantagens"... (escrito na porta da casa de um anti-semita.)
20.
A mulher perfeita pratica a literatura como pratica um pecadilho: a título de experiência, de passagem, olhando em torno de si para ver se alguém a nota e a fim de que alguém a note...
21.
Não devemos nos inserir senão em situações nas quais não é permitido ter nenhuma virtude aparente; nas quais, como o funâmbulo sobre a sua corda, ou caímos ou nos mantemos - ou o que vier daí...
22.
"Homens maus não possuem canções". - Como acontece de os russos possuírem canções?
23.
"O Espírito Alemão": há dezoito anos uma contradictio in adjecto.
24.
À medida que buscamos as origens, vamos nos tornando caranguejos. O historiador olha para trás; até que finalmente também acredita para trás.
25.
A satisfação protege até mesmo contra resfriados. Uma mulher que se soubesse bem vestida teria alguma vez se resfriado? Trago à baila o caso em que ela quase não estava vestida.
26.
Desconfio de todos os sistemáticos e me afasto de seus caminhos. A vontade de sistema é uma falta de retidão.
27.
Considera-se a mulher profunda. - Por quê? Porque nela nunca se chega ao fundo. A mulher não é nem mesmo rasa.
28.
Pão e circo (Nota do Pirateador)
Quando a mulher possui virtudes masculinas, não nos resta senão nos evadirmos; e quando ela não possui nenhuma virtude masculina, ela mesma se evade.
29.
"Outrora, quanto a consciência tinha de morder? Que bons dentes ela possuía? E hoje? Quantos lhe faltam?" Pergunta de um dentista.
30.
Raramente cometemos uma única precipitação. Na primeira precipitação faz-se sempre demais. Exatamente por isso comete-se habitualmente ainda uma segunda. - Daí por diante faz-se então muito pouco...
31.
O verme se enconcha quando é chutado. Essa é a sua astúcia. Ele diminui com isso a probabilidade de ser novamente chutado. Na língua da moral: humildade. -
32.
Há um ódio à mentira e à dissimulação que nasce de uma apreensão sensível da honra. Há um ódio exatamente como esse que nasce da covardia, visto que a mentira é proibida por um mandamento divino. Covarde demais para mentir...
33.
Quão poucas coisas são necessárias para a felicidade! O som de uma gaita. - Sem música a vida seria um erro. O alemão imagina Deus cantando canções.
34.
On ne peut penser et écríre qu'assis4 (G. Flaubert). É assim que te pego, Niilista! A pachorra é justamente o pecado contra o Espírito Santo. Só os pensamentos que surgem em movimento têm valor.
35.
Há casos em que somos como cavalos, nós psicólogos, e permanecemos inquietos: vemos nossas próprias sombras oscilando diante de nós para cima e para baixo. O psicólogo precisa abstrair-se de si, a fim de que seja acima de tudo capaz de ver.
36.
Se nós imoralistas fazemos mal à virtude? Tão pouco quanto os anarquistas fazem mal aos príncipes. Somente depois de lhes ter alvejado é que estes se sentam firmemente em seus tronos. Moral: é preciso alvejar a moral.
37.
Tu corres à frente? Tu fazes isto como pastor? Ou como exceção? Um terceiro caso seria o desertor... Primeiro caso de consciência.
38.
Tu és autêntico? Ou apenas um ator? Um representante? Ou o próprio representado? Por fim, talvez tu não passes da imitação de um ator... Segundo caso de consciência.
39.
4 Só se pode pensar e escrever sentado. Fala o desiludido. Eu procurei por grandes homens, mas sempre encontrei apenas os macacos de seu ideal.
40.
Tu és alguém que observa? Ou que coloca as mãos à obra? - Ou que desvia o olhar e se põe de lado?... Terceiro caso de consciência.
41.
Tu queres acompanhar? Ou ir à frente? Ou ir por sua própria conta?... É preciso saber o que se quer e que se quer. Quarto caso de consciência.
42.
Estes eram degraus para mim. Servi-me deles para subir e precisei então passar por cima deles. Mas eles pensavam que queria aquietar-me sobre eles...
43.
O que importa que eu tenha razão?!?! Eu tenho por demais razão. E quem hoje ri melhor também ri por último.
44.
A fórmula de minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta...
(ou como filosofar com o martelo)
PREFÁCIO
Conservar a sua serenidade frente a algo sombrio, que requer responsabilidade além de toda medida, não é algo que exige pouca habilidade: e, no entanto, o que seria mais necessário do que a serenidade?
Nada chega efetivamente a vingar, sem que a altivez aí tome parte. Somente um excedente de força é demonstração de força. - Uma transvaloração de todos os valores, este ponto de interrogação tão negro,
tão monstruoso, que chega até mesmo a lançar sombras sobre quem o instaura - um tal destino de tarefa nos obriga a todo instante a correr para o sol, a sacudir de nós mesmos uma seriedade que se tomou pesada, por demais pesada. Qualquer meio para tanto é correto, qualquer "caso", um golpe de sorte.
Sobretudo a guerra. A guerra sempre foi a grande prudência de todos os espíritos que se tornaram por demais ensimesmados, por demais profundos; a força curadora está no próprio ferimento. Uma sentença, cuja origem mantenho oculta frente à curiosidade douta, tem sido há muito meu lema:
increscunt animi, virescit volnere virtus.1
Uma outra convalescença, que sob certas circunstâncias é para mim ainda mais desejável, consiste em auscultar os ídolos... Há mais ídolos do que realidades no mundo: este é o meu "mau olhado" em relação a esse mundo, bem como meu "mau ouvido"... Há que se colocar aqui ao menos uma vez questões com o martelo, e, talvez, escutar como resposta aquele célebre som oco, que fala de vísceras intumescidas - que encanto para aquele que possui orelhas por detrás das orelhas! - para mim, velho psicólogo e caçador de ratos que precisa fazer falar em voz alta exatamente o que gostaria de permanecer em silêncio...
Também este escrito - o título o denuncia - é antes de tudo um repouso, um feixe de luz solar, uma escorregadela para o seio do ócio de um psicólogo. Talvez mesmo uma nova guerra? E novos ídolos são auscultados?.. Este pequeno escrito é uma grande declaração de guerra; e no que concerne à ausculta dos ídolos, é importante ressaltar que os que estão em jogo, os que são aqui tocados com o martelo como com um diapasão, não são os ídolos em voga, mas os eternos; - em última análise, não há e forma alguma ídolos mais antigos, mais convencidos, mais insuflados... Também não há de forma alguma ídolos mais ocos... Isto não impede, que eles sejam aqueles em que mais se acredita; diz-set ambém, sobretudo no caso mais nobre, : que eles não são de modo algum ídolos...
Turim, 30 de setembro de 1888, no dia em que chegou ao fim o primeiro livro da Transvaloração de todos os valores.
Friedrich Nietzsche
SENTENÇAS E SETAS
1.
O ócio é o começo de toda psicologia. Como? A psicologia seria um - vício?
2.
Mesmo o mais corajoso de nós poucas vezes tem coragem para o que propriamente sabe...
3.
Para viver sozinho, é preciso ser um animal ou um deus - diz Aristóteles. Falta ainda a terceira alternativa: é preciso ser os dois ao mesmo tempo - Filósofo... Os espíritos crescem e a virtude floresce, à medida que é ferida. (N.T.)
4.
"Toda verdade é simples (unívoca)". - Isto não é duplamente uma mentira?2 -
5.
De uma vez por todas, não quero saber muitas coisas. - A sabedoria também traz consigo os limites do conhecimento.
6.
É em nossa natureza selvagem que melhor nos restabelecemos de nosso movimento antinatural, de nossa espiritualidade...
7.
Como? O homem é apenas um erro de Deus? Ou Deus apenas um erro do homem? -
8.
Da Escola de Guerra da Vida - o que não me mata torna-me mais forte.
9.
Ajuda-te a ti mesmo: assim todos te ajudarão. Princípio do amor ao próximo.
10.
Que não se venha a cometer nenhuma covardia contra as próprias ações! Que não as abandonemos em seguida! O remorso é indecente.
11.
Um asno pode ser trágico? - Há como perecer sob um peso que não se pode nem carregar, nem lançar fora?... O caso do filósofo.
12.
Quando se possui o "por quê?" da vida, então se suporta quase todo "como?". - O homem não aspira à felicidade; somente o inglês o faz.
13.
O homem criou a mulher. A partir de que porém? De uma costela de seu Deus - de seu "Ideal"...
14.
O quê? Tu procuras? Tu gostarias de te decuplicar, de te centuplicar? Tu procuras adeptos? - Procuras zeros! -
15.
Os homens póstumos - eu, por exemplo - são pior compreendidos do que os homens ligados ao seu próprio tempo, mas melhor ouvidos. Mais exatamente: nunca somos compreendidos e é daí que provém nossa autoridade...
16.
Jogo de palavras praticamente intraduzível: o termo "simples" em alemão significa literalmente o que só possui um setor (ein-fach). Duplo por sua vez diz-se 'zwie-fach': o que possui dois setores. Para acompanhar minimamente o intuito do texto, inserimos o termo "unívoco" entre parênteses. Entre mulheres - "A verdade? Oh, vós não conheceis a verdade! Afinal, a verdade não é um atentado contra todos os nossos pudores?" -
17.
Eis aí um artista como aprecio: modesto em suas necessidades. Só quer efetivamente duas coisas: seu pão e sua arte, - panem et Circen3...
18.
Quem não sabe colocar sua vontade nas coisas ainda insere nelas ao menos um sentido: isto é, crê que uma vontade já esteja nelas (princípio da "fé").
19.
Como? Vós escolhesses a virtude e o peito estufado, mas olhais ao mesmo tempo invejosamente para as vantagens dos inescrupulosos? Com a virtude renuncia-se contudo às "vantagens"... (escrito na porta da casa de um anti-semita.)
20.
A mulher perfeita pratica a literatura como pratica um pecadilho: a título de experiência, de passagem, olhando em torno de si para ver se alguém a nota e a fim de que alguém a note...
21.
Não devemos nos inserir senão em situações nas quais não é permitido ter nenhuma virtude aparente; nas quais, como o funâmbulo sobre a sua corda, ou caímos ou nos mantemos - ou o que vier daí...
22.
"Homens maus não possuem canções". - Como acontece de os russos possuírem canções?
23.
"O Espírito Alemão": há dezoito anos uma contradictio in adjecto.
24.
À medida que buscamos as origens, vamos nos tornando caranguejos. O historiador olha para trás; até que finalmente também acredita para trás.
25.
A satisfação protege até mesmo contra resfriados. Uma mulher que se soubesse bem vestida teria alguma vez se resfriado? Trago à baila o caso em que ela quase não estava vestida.
26.
Desconfio de todos os sistemáticos e me afasto de seus caminhos. A vontade de sistema é uma falta de retidão.
27.
Considera-se a mulher profunda. - Por quê? Porque nela nunca se chega ao fundo. A mulher não é nem mesmo rasa.
28.
Pão e circo (Nota do Pirateador)
Quando a mulher possui virtudes masculinas, não nos resta senão nos evadirmos; e quando ela não possui nenhuma virtude masculina, ela mesma se evade.
29.
"Outrora, quanto a consciência tinha de morder? Que bons dentes ela possuía? E hoje? Quantos lhe faltam?" Pergunta de um dentista.
30.
Raramente cometemos uma única precipitação. Na primeira precipitação faz-se sempre demais. Exatamente por isso comete-se habitualmente ainda uma segunda. - Daí por diante faz-se então muito pouco...
31.
O verme se enconcha quando é chutado. Essa é a sua astúcia. Ele diminui com isso a probabilidade de ser novamente chutado. Na língua da moral: humildade. -
32.
Há um ódio à mentira e à dissimulação que nasce de uma apreensão sensível da honra. Há um ódio exatamente como esse que nasce da covardia, visto que a mentira é proibida por um mandamento divino. Covarde demais para mentir...
33.
Quão poucas coisas são necessárias para a felicidade! O som de uma gaita. - Sem música a vida seria um erro. O alemão imagina Deus cantando canções.
34.
On ne peut penser et écríre qu'assis4 (G. Flaubert). É assim que te pego, Niilista! A pachorra é justamente o pecado contra o Espírito Santo. Só os pensamentos que surgem em movimento têm valor.
35.
Há casos em que somos como cavalos, nós psicólogos, e permanecemos inquietos: vemos nossas próprias sombras oscilando diante de nós para cima e para baixo. O psicólogo precisa abstrair-se de si, a fim de que seja acima de tudo capaz de ver.
36.
Se nós imoralistas fazemos mal à virtude? Tão pouco quanto os anarquistas fazem mal aos príncipes. Somente depois de lhes ter alvejado é que estes se sentam firmemente em seus tronos. Moral: é preciso alvejar a moral.
37.
Tu corres à frente? Tu fazes isto como pastor? Ou como exceção? Um terceiro caso seria o desertor... Primeiro caso de consciência.
38.
Tu és autêntico? Ou apenas um ator? Um representante? Ou o próprio representado? Por fim, talvez tu não passes da imitação de um ator... Segundo caso de consciência.
39.
4 Só se pode pensar e escrever sentado. Fala o desiludido. Eu procurei por grandes homens, mas sempre encontrei apenas os macacos de seu ideal.
40.
Tu és alguém que observa? Ou que coloca as mãos à obra? - Ou que desvia o olhar e se põe de lado?... Terceiro caso de consciência.
41.
Tu queres acompanhar? Ou ir à frente? Ou ir por sua própria conta?... É preciso saber o que se quer e que se quer. Quarto caso de consciência.
42.
Estes eram degraus para mim. Servi-me deles para subir e precisei então passar por cima deles. Mas eles pensavam que queria aquietar-me sobre eles...
43.
O que importa que eu tenha razão?!?! Eu tenho por demais razão. E quem hoje ri melhor também ri por último.
44.
A fórmula de minha felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta...
domingo, 1 de maio de 2011
A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA - Resumo
João Guimarães Rosa
"A hora e vez de Augusto Matraga" é a última novela de Sagarana, obra de estréia de João Guimarães Rosa. O volume é composto por nove novelas ligadas entre si pelo espaço em que transcorrem as ações, focalizando o regional mineiro e captando os aspectos físicos, sociais e psicológicos do homem e do meio interiorano. "A hora e vez de Augusto Matraga" é considerada, por muitos críticos, a mais importante produção do escritor em Sagarana, tanto por sua estrutura narrativa quanto pelo tratamento da luta entre o bem e o mal, e todo o questionamento decorrente de uma tomada de consciência do homem optando por uma dessas forças.
1º Movimento – o Mal
"Matraga não é Matraga, não é nada. Matraga é Esteves. Augusto Esteves, filho do Coronel Afonsão Esteves, da Pindaíbas e do Saco-da-Embira. Ou Nhô Augusto – o homem – nessa noitinha de novena, num leilão de atrás da igreja, no arraial da Virgem nossa Senhora das Dores do Córrego do Murici". Augusto aparece como homem desregrado. Fazia questão de mostrar-se valentão, não se importando com a família – a mulher Dionora e a filha. Gostava de tirar mulher dos outros, de brigar de debochar. Vivia cercado de capangas. Com a morte do pai Afonsão, ficou ainda mais estouvado e sem regras: tinha dívidas enormes, faltava-lhe crédito, terras em desmando e política do lado errado.
Dionora amara o marido, "amara-o três anos, dois anos dera-os às dúvidas, e o suportara os demais. Agora, porém, tinha aparecido outro". Foge com Ovídio carregando a filha. O azar não pára aí, Augusto é abandonado por seus capangas. Resolve, antes de ir matar a mulher e o amante, enfrentar sozinho o seu maior inimigo, o Major Consilva.
Mas o Major piscou, apenas, e encolheu a cabeça, porque mais não era preciso, e os capangas pulavam de cada beirada, e eram só pernas e braços. (...) Já os porretes caíam em cima do cavaleiro, que nem pinotes de matrinxãs na rede. Pauladas na cabeça, nos ombros, nas coxas. Nhô Augusto desceu o corpo e caiu. Ainda se ajoelhou em terra, querendo firmar-se nas mãos, mas isso só lhe serviu para poder ver as caras horríveis dos seus próprios bate-paus, (...). Puxaram e arrastaram Nhô Augusto, pelo atalho do rancho do Barranco, que ficou sendo um caminho de pragas e judiação. (...) E quando chegaram ao rancho do Barranco, ao fim da légua, o Nhô Augusto já vinha quase que só carregado, meio nu, todo picado de faca, quebrado de pancadas e enlameado grosso, poeira com sangue. Empurraram-no para o chão, e ele nem se moveu. (...) Os jagunços veteranos da chácara do Major Consilva acenderam seus cigarros, com descanso, mal interessados na execução. Mas os quatro que tinham sido bate-paus de Nhô Augusto mostravam maior entusiasmo. (...) E, aí, quando tudo esteve a ponto, abrasaram o ferro com a marca do gado do Major – que soía ser um triângulo inscrito numa circunferência - e imprimiram-na, com chiado, chamusco e fumaça, na polpa glútea direita de Nhô Augusto.
O corpo dele rolou e atirou-se no fundo de um barranco.
2º Movimento – "Para o céu eu vou, nem que seja a porrete!"
Praticamente morto, Matraga foi recolhido por um casal de negros que vivia no lugar. Aconselhado por eles, busca um padre, confessa sua vida, medita sobre a mulher, a filha, pensa em tudo de ruim que já fez. Agora está decidido: "- Eu vou pra o céu, e vou mesmo, por bem ou por mal!... E a minha vez há de chegar... Pra o céu eu vou, nem que seja a porrete!..."
Com os negros, foi morar num sítio, única coisa que restava a Augusto. Começou a viver para ajudar os outros. Capinava para ele mesmo e para os vizinhos, pouco conversava. Murmurava as frases finais do padre – "Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há-de ter a sua". Não fumava mais, não bebia, não olhava para as mulheres. Cada dia esquecia mais a sua vergonha.
Mas, como tudo é mesmo muito pequeno, e o sertão ainda é menor, houve que passou por lá um conhecido velho de Nhô Augusto – o Tião da Tereza – procura de trezentas reses de uma boiada brava, que se desmanchara nos gerais do alto Urucaia, estourando pelos cem caminhos sem fim do chapadão.
Tião da Tereza ficou bobo de ver Nhô Augusto. E, como era casca-grossa, foi logo dando as notícias que ninguém não tinha pedido: a mulher, Dona Dionora, continuava amigada com seu Ovídio, muito de-bem os dois, com tenção até em casamento de igreja, por pensarem que ela estava desimpedida de marido; com a filha, sim, é que fora uma tristeza: crescera sã e encorpara uma mocinha muito linda, mas tinha caído na vida, seduzida por um cometa, que a levara do arraial, para onde não se sabia... O Major Consilva prosseguia mandando no Murici, e arrematara as duas fazendas de Nhô Augusto... Mas o mais mal-arrumado tinha sido o Quim, seu antigo camarada, o pobre do Quim Recadeiro - "Se alembra?" - Pois o Quim tinha morrido de morte-matada com mais de vinte balas no corpo, por causa dele, Nhô Augusto: quando soube que seu patrão tinha sido assassinado, de mando do Major, não tivera dúvida - ...jurou desforra, beijando a garrucha, e não esperou café coado! Foi cuspir no canguçu detrás da moita, e ficou morto, mas já dentro da sala-de-jantar do Major, e depois de matar dois capangas e ferir mais um...
A tristeza invade Augusto, mas algo nele começa a reavivar o homem forte, ao lado do humilde que vivia pacificamente, pregando o bem. "Até que, pouco a pouco, devagarinho, imperceptível, alguma cousa pegou a querer voltar para ele, a crescer-lhe do fundo para fora, sorrateira como a chegada do tempo das águas, que vinha vindo paralela (...), Nhô Augusto agora tinha muita fome e muito sono. O trabalho entusiasmava e era leve. Não tinha precisão de enxotar as tristezas. Não pensava nada..."
Certo dia, chega ao reduto de Matraga o bando do temido Joãozinho Bem-Bem. O povo não se mexia de tão apavorado, mas Nhô Augusto acolhe-os e os trata com hospitalidade.
Nhô Augusto, depois de servir a cachaça, bebeu também, dois goles, e pediu uma dos papo-amarelo, para ver:
— Não faz conta de balas, amigo? Isto é arma que cursa longe...
— Pode gastar as oito. Experimenta naquele pássaro ali, na pitangueira...
— Deixa a criaçãozinha de Deus. Vou ver só se corto o galho... Se errar, vocês não reparem, porque faz tempo que eu não puxo dedo em gatilho...
Fez fogo.
— Mão mandona, mano velho. Errou o primeiro, mas acertou um em dois... Ferrugem em bom ferro!
Mas, nesse tento, Nhô Augusto tornou a fazer pelo-sinal e entrou num desânimo, que não o largou mais.
Ressurge em Matraga o valente que ele procurava esquecer. Quando Joãozinho Bem-Bem está de partida, convida-o para acompanhá-lo, fazer parte do bando. "Ah, que vontade de aceitar e ir também..." Matraga vence a tentação, recusa com o coração partido. "E, à noite, tomou um trago sem ser por regra, o que foi bem bom, porque ele já viajou, do acordado para o sono, montando num sonho bonito, no qual havia um Deus valentão, o mais solerte de todos os valentões, assim parecido com seu Joãozinho Bem-Bem, e que o mandava ir brigar, só para lhe experimentar a força, pois que ficava lá em-cima, sem descuido, garantindo tudo".
3º Movimento: "Cada um tem a sua hora e a sua vez..."
Recuperado fisicamente, Augusto Matraga resolve sair de seu reduto, caminhar a fim de encontrar sua hora. Caminha sem destino, quando chega a lugarejo em que, por coincidência estavam Joãozinho Bem-Bem e seu bando prontos para executar uma família, para se vingarem da morte de um capanga. O velho chefe da família, pede, implorando para que só ele morra. Mas Bem-Bem se recusa a aceitar o pedido do velho, alegando ser regra... "Senão, até quem é mais que havia de querer obedecer a um homem que não vinga gente sua, morta de traição?... É regra."
Augusto interfere, opondo-se à vingança. Há um duelo em que Joãozinho Bem-Bem e Augusto Matraga saem mortos. Morrem como irmãos, Joãozinho dizendo:
— Estou no quase, mano velho... Morro, mas morro na faca do homem mais maneiro de junta e de mais coragem que eu já conheci!... Eu sempre lhe disse que era bom mesmo, mano velho... é só assim que gente como eu tem licença de morrer... Quero acabar sendo amigos...
— Feito, meu parente, seu Joãozinho Bem-Bem. Mas, agora, se arrepende dos pecados, e morre logo como um cristão, que é pra gente poder ir junto...
Mas, seu Joãozinho Bem-Bem, quando respirava, as rodilhas dos intestinos subiam e desciam. Pegou a gemer. Estava no entorcer do fim. E, como teimava em conversar, apressou ainda mais a despedida. E foi mesmo.
No que restou de sua vida, Matraga é reconhecido por um primo.
Então, Augusto Matraga fechou um pouco os olhos, com sorriso intenso nos lábios lambuzados de sangue, e de seu rosto subia um sério contentamento.
Daí, mais, olhou, procurando João Lomba, e disse, agora sussurrado, sumido:
— Põe a benção na minha filha... seja lá onde for que ela esteja... E, Dionora... Fala com a Dionora que está tudo em ordem!
Depois morre.
"A hora e vez de Augusto Matraga" é a última novela de Sagarana, obra de estréia de João Guimarães Rosa. O volume é composto por nove novelas ligadas entre si pelo espaço em que transcorrem as ações, focalizando o regional mineiro e captando os aspectos físicos, sociais e psicológicos do homem e do meio interiorano. "A hora e vez de Augusto Matraga" é considerada, por muitos críticos, a mais importante produção do escritor em Sagarana, tanto por sua estrutura narrativa quanto pelo tratamento da luta entre o bem e o mal, e todo o questionamento decorrente de uma tomada de consciência do homem optando por uma dessas forças.
1º Movimento – o Mal
"Matraga não é Matraga, não é nada. Matraga é Esteves. Augusto Esteves, filho do Coronel Afonsão Esteves, da Pindaíbas e do Saco-da-Embira. Ou Nhô Augusto – o homem – nessa noitinha de novena, num leilão de atrás da igreja, no arraial da Virgem nossa Senhora das Dores do Córrego do Murici". Augusto aparece como homem desregrado. Fazia questão de mostrar-se valentão, não se importando com a família – a mulher Dionora e a filha. Gostava de tirar mulher dos outros, de brigar de debochar. Vivia cercado de capangas. Com a morte do pai Afonsão, ficou ainda mais estouvado e sem regras: tinha dívidas enormes, faltava-lhe crédito, terras em desmando e política do lado errado.
Dionora amara o marido, "amara-o três anos, dois anos dera-os às dúvidas, e o suportara os demais. Agora, porém, tinha aparecido outro". Foge com Ovídio carregando a filha. O azar não pára aí, Augusto é abandonado por seus capangas. Resolve, antes de ir matar a mulher e o amante, enfrentar sozinho o seu maior inimigo, o Major Consilva.
Mas o Major piscou, apenas, e encolheu a cabeça, porque mais não era preciso, e os capangas pulavam de cada beirada, e eram só pernas e braços. (...) Já os porretes caíam em cima do cavaleiro, que nem pinotes de matrinxãs na rede. Pauladas na cabeça, nos ombros, nas coxas. Nhô Augusto desceu o corpo e caiu. Ainda se ajoelhou em terra, querendo firmar-se nas mãos, mas isso só lhe serviu para poder ver as caras horríveis dos seus próprios bate-paus, (...). Puxaram e arrastaram Nhô Augusto, pelo atalho do rancho do Barranco, que ficou sendo um caminho de pragas e judiação. (...) E quando chegaram ao rancho do Barranco, ao fim da légua, o Nhô Augusto já vinha quase que só carregado, meio nu, todo picado de faca, quebrado de pancadas e enlameado grosso, poeira com sangue. Empurraram-no para o chão, e ele nem se moveu. (...) Os jagunços veteranos da chácara do Major Consilva acenderam seus cigarros, com descanso, mal interessados na execução. Mas os quatro que tinham sido bate-paus de Nhô Augusto mostravam maior entusiasmo. (...) E, aí, quando tudo esteve a ponto, abrasaram o ferro com a marca do gado do Major – que soía ser um triângulo inscrito numa circunferência - e imprimiram-na, com chiado, chamusco e fumaça, na polpa glútea direita de Nhô Augusto.
O corpo dele rolou e atirou-se no fundo de um barranco.
2º Movimento – "Para o céu eu vou, nem que seja a porrete!"
Praticamente morto, Matraga foi recolhido por um casal de negros que vivia no lugar. Aconselhado por eles, busca um padre, confessa sua vida, medita sobre a mulher, a filha, pensa em tudo de ruim que já fez. Agora está decidido: "- Eu vou pra o céu, e vou mesmo, por bem ou por mal!... E a minha vez há de chegar... Pra o céu eu vou, nem que seja a porrete!..."
Com os negros, foi morar num sítio, única coisa que restava a Augusto. Começou a viver para ajudar os outros. Capinava para ele mesmo e para os vizinhos, pouco conversava. Murmurava as frases finais do padre – "Cada um tem a sua hora e a sua vez: você há-de ter a sua". Não fumava mais, não bebia, não olhava para as mulheres. Cada dia esquecia mais a sua vergonha.
Mas, como tudo é mesmo muito pequeno, e o sertão ainda é menor, houve que passou por lá um conhecido velho de Nhô Augusto – o Tião da Tereza – procura de trezentas reses de uma boiada brava, que se desmanchara nos gerais do alto Urucaia, estourando pelos cem caminhos sem fim do chapadão.
Tião da Tereza ficou bobo de ver Nhô Augusto. E, como era casca-grossa, foi logo dando as notícias que ninguém não tinha pedido: a mulher, Dona Dionora, continuava amigada com seu Ovídio, muito de-bem os dois, com tenção até em casamento de igreja, por pensarem que ela estava desimpedida de marido; com a filha, sim, é que fora uma tristeza: crescera sã e encorpara uma mocinha muito linda, mas tinha caído na vida, seduzida por um cometa, que a levara do arraial, para onde não se sabia... O Major Consilva prosseguia mandando no Murici, e arrematara as duas fazendas de Nhô Augusto... Mas o mais mal-arrumado tinha sido o Quim, seu antigo camarada, o pobre do Quim Recadeiro - "Se alembra?" - Pois o Quim tinha morrido de morte-matada com mais de vinte balas no corpo, por causa dele, Nhô Augusto: quando soube que seu patrão tinha sido assassinado, de mando do Major, não tivera dúvida - ...jurou desforra, beijando a garrucha, e não esperou café coado! Foi cuspir no canguçu detrás da moita, e ficou morto, mas já dentro da sala-de-jantar do Major, e depois de matar dois capangas e ferir mais um...
A tristeza invade Augusto, mas algo nele começa a reavivar o homem forte, ao lado do humilde que vivia pacificamente, pregando o bem. "Até que, pouco a pouco, devagarinho, imperceptível, alguma cousa pegou a querer voltar para ele, a crescer-lhe do fundo para fora, sorrateira como a chegada do tempo das águas, que vinha vindo paralela (...), Nhô Augusto agora tinha muita fome e muito sono. O trabalho entusiasmava e era leve. Não tinha precisão de enxotar as tristezas. Não pensava nada..."
Certo dia, chega ao reduto de Matraga o bando do temido Joãozinho Bem-Bem. O povo não se mexia de tão apavorado, mas Nhô Augusto acolhe-os e os trata com hospitalidade.
Nhô Augusto, depois de servir a cachaça, bebeu também, dois goles, e pediu uma dos papo-amarelo, para ver:
— Não faz conta de balas, amigo? Isto é arma que cursa longe...
— Pode gastar as oito. Experimenta naquele pássaro ali, na pitangueira...
— Deixa a criaçãozinha de Deus. Vou ver só se corto o galho... Se errar, vocês não reparem, porque faz tempo que eu não puxo dedo em gatilho...
Fez fogo.
— Mão mandona, mano velho. Errou o primeiro, mas acertou um em dois... Ferrugem em bom ferro!
Mas, nesse tento, Nhô Augusto tornou a fazer pelo-sinal e entrou num desânimo, que não o largou mais.
Ressurge em Matraga o valente que ele procurava esquecer. Quando Joãozinho Bem-Bem está de partida, convida-o para acompanhá-lo, fazer parte do bando. "Ah, que vontade de aceitar e ir também..." Matraga vence a tentação, recusa com o coração partido. "E, à noite, tomou um trago sem ser por regra, o que foi bem bom, porque ele já viajou, do acordado para o sono, montando num sonho bonito, no qual havia um Deus valentão, o mais solerte de todos os valentões, assim parecido com seu Joãozinho Bem-Bem, e que o mandava ir brigar, só para lhe experimentar a força, pois que ficava lá em-cima, sem descuido, garantindo tudo".
3º Movimento: "Cada um tem a sua hora e a sua vez..."
Recuperado fisicamente, Augusto Matraga resolve sair de seu reduto, caminhar a fim de encontrar sua hora. Caminha sem destino, quando chega a lugarejo em que, por coincidência estavam Joãozinho Bem-Bem e seu bando prontos para executar uma família, para se vingarem da morte de um capanga. O velho chefe da família, pede, implorando para que só ele morra. Mas Bem-Bem se recusa a aceitar o pedido do velho, alegando ser regra... "Senão, até quem é mais que havia de querer obedecer a um homem que não vinga gente sua, morta de traição?... É regra."
Augusto interfere, opondo-se à vingança. Há um duelo em que Joãozinho Bem-Bem e Augusto Matraga saem mortos. Morrem como irmãos, Joãozinho dizendo:
— Estou no quase, mano velho... Morro, mas morro na faca do homem mais maneiro de junta e de mais coragem que eu já conheci!... Eu sempre lhe disse que era bom mesmo, mano velho... é só assim que gente como eu tem licença de morrer... Quero acabar sendo amigos...
— Feito, meu parente, seu Joãozinho Bem-Bem. Mas, agora, se arrepende dos pecados, e morre logo como um cristão, que é pra gente poder ir junto...
Mas, seu Joãozinho Bem-Bem, quando respirava, as rodilhas dos intestinos subiam e desciam. Pegou a gemer. Estava no entorcer do fim. E, como teimava em conversar, apressou ainda mais a despedida. E foi mesmo.
No que restou de sua vida, Matraga é reconhecido por um primo.
Então, Augusto Matraga fechou um pouco os olhos, com sorriso intenso nos lábios lambuzados de sangue, e de seu rosto subia um sério contentamento.
Daí, mais, olhou, procurando João Lomba, e disse, agora sussurrado, sumido:
— Põe a benção na minha filha... seja lá onde for que ela esteja... E, Dionora... Fala com a Dionora que está tudo em ordem!
Depois morre.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Ponto Extra - Acentuação Gráfica - No caderno até dia 15/03 - Valor 0,5 pt.
1- (CESPE/SEMUS/2007-M) Sem texto:
( ) As palavras “só”, “lá”, e “está” não têm o mesmo número de sílabas, mas são classificadas como oxítonas quanto ao acento tônico.
2- (CESPE/PMRB/2007~M) “Chico Mendes hoje é considerado um ícone de luta em defesa da Amazônia. Embora não tenha tido nenhuma educação formal...Chico Mendes conheceu muito bem o valor da terra amazônica”
( ) O acento da palavra “Amazônica” justifica-se porque todas as paroxítonas terminadas em “a” devem receber acento gráfico.
3 – (CESPE/CBMDF/2007-M) Sem texto:
( ) Os termos “competência”, “círculo”, “mínimo” e “máximo” acentuam-se graficamente porque termina em vogal átono.
4 – (CESPE/SEAD/2008-M) Sem texto:
( ) As palavras “Tamuataí”, “Uruará”, e “Guarujá” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação.
5- (CESPE/ANA/2006-M) “Sem texto”
( ) Grafam-se como “discuti-lo” as seguintes formas pronominais de verbos da terceira conjugação: persegui-lo, instrui-lo, destrui-lo
6 - (CESPE/SEPLAG-Professor/2008-M) “Sem texto”
( ) Nas palavras “histórico”, “pedagógica” e “didático”, foi empregada a mesma regra de acentuação gráfica.
7 - (CESPE/TEM/2008-M) “O fulcro da questão é que ou garantimos os direitos sociais a todos os trabalhadores, em todas as posições na ocupação — assalariados, estatutários, cooperantes, avulsos, terceirizados etc. — ou será cada vez mais difícil garanti-los para uma minoria cada vez menor de trabalhadores que hoje têm o status de empregados regulares.”
( ) O acento na forma verbal “têm” (l.3) justifica-se porque o autor do texto se refere a todos os trabalhadores brasileiros.
8 – (CESPE/TCE/TO/2009 ) “Sem texto”
( ) Obedecem à mesma regra de acentuação gráfica os vocábulos “também”, “Moisés” e “só”
9 - (CESPE/TRE/MA/2009-S) Sem texto:
( ) A As palavras “Estágio”, “diária” e “após” são graficamente acentuadas devido à mesma regra.
10 - (CESPE/TRE/MA/2009-S) Promulgada em setembro de 2008, a nova Lei do Estágio ainda provoca dúvidas entre empresários e estudantes. Fruto de um longo debate, seu maior objetivo, segundo o ministro do trabalho, Carlos Lupi, era: “Proporcionar a milhões de jovens estudantes brasileiros os instrumentos que facilitem sua passagem do ambiente escolar para o mundo do trabalho”.
( ) Caso fosse eliminado o acento da palavra “dúvidas” (R.2), o texto ficaria incoerente, pois a forma
resultante corresponderia a palavra pertencente a outra classe gramatical.
11 - (CESPE/UERNE/T.A/2010-M) “sem texto”
( ) A palavra “técnica” recebe acento gráfico pelo mesma razão que o vocábulo saúde”.
12 - (CESPE/FUB/2011-M) Pela estreita peneira do programa só passam os realmente capazes. Para se ter uma ideia, apenas os alunos de ótimo boletim têm direito à inscrição e, ainda assim, 85% deles ficam de fora.
( ) Em razão do contexto, o acento gráfico empregado na forma verbal “têm” (R.19) é obrigatório.
( ) As palavras “só”, “lá”, e “está” não têm o mesmo número de sílabas, mas são classificadas como oxítonas quanto ao acento tônico.
2- (CESPE/PMRB/2007~M) “Chico Mendes hoje é considerado um ícone de luta em defesa da Amazônia. Embora não tenha tido nenhuma educação formal...Chico Mendes conheceu muito bem o valor da terra amazônica”
( ) O acento da palavra “Amazônica” justifica-se porque todas as paroxítonas terminadas em “a” devem receber acento gráfico.
3 – (CESPE/CBMDF/2007-M) Sem texto:
( ) Os termos “competência”, “círculo”, “mínimo” e “máximo” acentuam-se graficamente porque termina em vogal átono.
4 – (CESPE/SEAD/2008-M) Sem texto:
( ) As palavras “Tamuataí”, “Uruará”, e “Guarujá” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação.
5- (CESPE/ANA/2006-M) “Sem texto”
( ) Grafam-se como “discuti-lo” as seguintes formas pronominais de verbos da terceira conjugação: persegui-lo, instrui-lo, destrui-lo
6 - (CESPE/SEPLAG-Professor/2008-M) “Sem texto”
( ) Nas palavras “histórico”, “pedagógica” e “didático”, foi empregada a mesma regra de acentuação gráfica.
7 - (CESPE/TEM/2008-M) “O fulcro da questão é que ou garantimos os direitos sociais a todos os trabalhadores, em todas as posições na ocupação — assalariados, estatutários, cooperantes, avulsos, terceirizados etc. — ou será cada vez mais difícil garanti-los para uma minoria cada vez menor de trabalhadores que hoje têm o status de empregados regulares.”
( ) O acento na forma verbal “têm” (l.3) justifica-se porque o autor do texto se refere a todos os trabalhadores brasileiros.
8 – (CESPE/TCE/TO/2009 ) “Sem texto”
( ) Obedecem à mesma regra de acentuação gráfica os vocábulos “também”, “Moisés” e “só”
9 - (CESPE/TRE/MA/2009-S) Sem texto:
( ) A As palavras “Estágio”, “diária” e “após” são graficamente acentuadas devido à mesma regra.
10 - (CESPE/TRE/MA/2009-S) Promulgada em setembro de 2008, a nova Lei do Estágio ainda provoca dúvidas entre empresários e estudantes. Fruto de um longo debate, seu maior objetivo, segundo o ministro do trabalho, Carlos Lupi, era: “Proporcionar a milhões de jovens estudantes brasileiros os instrumentos que facilitem sua passagem do ambiente escolar para o mundo do trabalho”.
( ) Caso fosse eliminado o acento da palavra “dúvidas” (R.2), o texto ficaria incoerente, pois a forma
resultante corresponderia a palavra pertencente a outra classe gramatical.
11 - (CESPE/UERNE/T.A/2010-M) “sem texto”
( ) A palavra “técnica” recebe acento gráfico pelo mesma razão que o vocábulo saúde”.
12 - (CESPE/FUB/2011-M) Pela estreita peneira do programa só passam os realmente capazes. Para se ter uma ideia, apenas os alunos de ótimo boletim têm direito à inscrição e, ainda assim, 85% deles ficam de fora.
( ) Em razão do contexto, o acento gráfico empregado na forma verbal “têm” (R.19) é obrigatório.
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